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29/08/2014

AGRESSIVIDADE: UMA SIMPLES E COMPROVADA MANEIRA DE CONTROLAR

Um novo estudo analisou a eficácia de uma técnica chamada “autodistanciamento” 
para afastar pensamentos e comportamentos agressivos. 
O resultado foi animador

Dominik Mischkowski, principal autor da pesquisa e estudante de psicologia na Universidade Estadual de Ohio (EUA), e Brad Bushman professor de comunicação e psicologia na mesma universidade, conduziram o estudo ao lado de Ethan Kross, da Universidade de Michigan (EUA). A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Experimental Social Psychology.

Em dois experimentos, um com 94, outro com 95 estudantes universitários, os cientistas analisaram as reações e pensamentos agressivos dos participantes após serem provocados.

Os dois ambientes envolviam a resolução de anagramas difíceis (reorganizar um grupo de letras para formar uma palavra como “pandemônio”), e os participantes não sabiam que o estudo era sobre agressão (eles acreditavam que era sobre criatividade e música).

No primeiro experimento, os participantes levavam broncas do pesquisador, que questionavam sua habilidade de receber instruções – uma técnica que sabidamente provocaria raiva.

Mais tarde, os alunos foram orientados a rever, em sua mente, a tarefa do anagrama. Três grupos foram formados: em um deles, os alunos adotaram uma perspectiva de autoimersão (ver a situação se desdobrar através de seus olhos como se estivesse acontecendo tudo de novo); no outro, adotaram a perspectiva de autodistanciamento (afastar-se da situação a um ponto no qual você possa assistir o evento se desenrolar de longe) e o grupo de controle não recebeu instruções de como analisar seus sentimentos.

Em seguida, os pesquisadores testaram os participantes para pensamentos e sentimentos agressivos e de raiva. Ficou comprovado que os alunos que adotaram a perspectiva de autodistanciamento tiveram menos pensamentos agressivos e sentiram-se menos irritados do que os do grupo autoimerso e de controle.

No segundo experimento, os cientistas foram além: mostraram que a técnica diminui a violência e agressão em si, e não só os pensamentos agressivos. Os participaram fizeram a mesma tarefa do anagrama, mas como um parceiro que não estava presente fisicamente, que deveria ser outro aluno (mas era um pesquisador). Esse “aluno” foi quem desferiu as provocações aos participantes.
Depois de passarem pela mesma terapia do primeiro estudo (dividido em três grupos com três abordagens diferentes), os alunos ficaram sabendo que competiriam com seu ex-parceiro (que os havia provocado), e que quem ganhasse a tarefa teria direito a “explodir” o ouvido do perdedor com um ruído ensurdecedor no seu fone de ouvido, e ainda poderia escolher por quanto tempo.

O resultado novamente mostrou que a técnica de autodistanciamento era eficaz, mesmo logo após uma provocação, para diminuir a raiva. Em outras palavras, quem passou por essa técnica tendeu a escolher ruídos menos intensos e mais curtos contra o seu parceiro.

Não deixe a raiva tomar conta
Muitos acreditam que tentar se concentrar em sua mágoa e sentimentos de raiva para compreendê-los ajuda em uma situação de raiva. Mas é a pior coisa que existe. “Se você se concentrar demais em como você está se sentindo, o tiro sai pela culatra. Isso mantém os pensamentos e sentimentos agressivos ativos em sua mente, o que lhe torna mais propenso a agir agressivamente”, disse Bushman.

Se distrair também não ajuda. Quando você está irritado, pensar em algo calmante para tirar a mente da raiva só funciona momentaneamente. Ou seja, a raiva irá retornar quando a distração passar.

“Mas o autoafastamento realmente funciona, mesmo logo após uma provocação – é um instrumento de intervenção poderoso que qualquer pessoa pode usar quando estiver com raiva”, comentou Mischkowski. “O segredo é não ficar imerso em sua própria raiva e, ao contrário, ter uma visão mais distanciada”.

Resumindo: quando você sentir raiva, tente fingir que você está vendo a cena à distância, que você é um observador, e não um participante da situação estressante. A ciência alerta: é o melhor jeito de se acalmar.
[MedicalXpress, ScienceDaily, PsychCentral]



UMA MANEIRA SIMPLES DE FAZER MAIS AMIGOS, CONFIRMADA PELA CIÊNCIA

Não é de hoje que pais do mundo todo insistem em colocar na cabeça dos seus filhos que é importante se lembrar das palavrinhas mágicas “com licença”, “por favor” e “obrigado”. Agora, a ciência provou que isso é mesmo importante. Um estudo liderado pela Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, demonstrou pela primeira vez que agradecer a um novo conhecido pela sua ajuda os torna mais propensos a procurar uma relação social permanente com você.

 “Dizer ‘obrigado’ passa um sinal valioso que você é alguém com quem poderia ser formado um relacionamento de alta qualidade”, diz Lisa Williams, psicóloga da instituição, que conduziu a pesquisa com Monica Bartlett, da Universidade de Gonzaga, nos EUA.

O estudo, publicado no periódico “Emotion”, envolveu 70 universitários que davam conselhos a um jovem estudante. Alguns desses conselheiros recebiam agradecimentos por sua ajuda.

A pesquisa foi desenhada para testar uma teoria proposta há dois anos que explica os benefícios da gratidão aos indivíduos e à sociedade. A teoria do “encontrar, lembrar e vincular” sugere que a gratidão ajuda as pessoas a desenvolver novas relações (encontrar), construir sobre as relações existentes (lembrar) e manter ambas (vincular).

O estudo incidiu sobre o primeiro aspecto da teoria – encontrar. Universitários, pensando que estavam orientando estudantes do ensino médio, tiveram que comentar as redações que eles fizeram para tentarem entrar na universidade. Em resposta, todos os mentores receberam um recado escrito à mão por seus supostos pupilos. Em aproximadamente metade dos casos, a nota incluía uma expressão de gratidão: “Muito obrigado por todo o tempo e esforço que dedicou ao fazer isso por mim!”.

Os estudantes universitários que receberam os recados com os agradecimento foram mais propensos a fornecer seus dados para contato – tais como o seu número de telefone ou endereço de e-mail – para o aprendiz do que os outros. Os pupilos gratos também foram classificados como tendo personalidades significativamente mais amigáveis.

Talvez surpreendentemente, este tipo de experiência não tinha sido feita antes. “Nossos resultados representam a primeira evidência conhecida de que a expressão da gratidão facilita o início de novas relações entre pessoas anteriormente não familiarizadas”, afirma Williams. “Com mais pessoas se comunicando por redes sociais, como Facebook e Twitter, seria interessante saber se apenas observar alguém expressar gratidão aumenta o desejo de outra pessoa de formar uma relação com aquele indivíduo”, especula.
[Medical Xpress, Social Caffeine]




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