“Solteira(o) não é um status. É uma descrição para uma pessoa forte o suficiente para viver e aproveitar a vida sem depender dos outros” Inevitavelmente você vai se deparar com esta situação. Depois de muito planejar sua vida ao lado de outra pessoa, descobre que não existe o menor sentido de vocês dois compartilharem os mesmos planos, objetivos e sentimentos. Acabou. Chegou a hora pegar seu violão, desfazer a parceria e encarar a carreira solo.
Neste momento, é como se uma retrospectiva da sua vida passasse diante dos seus olhos. O que eu fiz comigo todos estes anos? O que vou fazer da vida? E como continuar sem ela(e) do meu lado? Se existe um conforto que eu posso te dar é este: Não há dor que não acabe, ferimento que não cicatrize e página que não possa ser virada. Existe até um estudo feito na Universidade de Auckland (Nova Zelândia) que contraria uma máxima cantada por Tom Jobim: Sim, é possível ser feliz sozinho(a).
A psicóloga Yuthika Girme, autora do estudo realizado com 4 mil pessoas de 18 a 94 anos aponta que: “Mesmo as melhores relações podem ser difíceis, expondo o indivíduo a mágoas e decepções”. Em muitos casos, os envolvimentos são motivos de ansiedade e depressão. Para algumas pessoas, o melhor a fazer e deixar isto de lado e procurar a paz sozinha. “Embora ainda exista pressão para você namorar ou casar, a solteirice está se tornando cada vez mais comum e nem sempre é sinônimo de insatisfação ou tristeza”, diz Girme.
Por esta razão, decidi apontar algumas verdades para te ajudar nesta nova empreitada de ser feliz sozinho. Ser solteira(o) é ter tempo para ser você mesmo, com você mesmo. Finalmente você encontrou algum tempo para você. Este é o momento para se reconectar consigo mesmo, entender as suas necessidades, debater todas as dúvidas e buscar as respostas que você sempre deixou de lado durante um relacionamento. Viver sozinho(a) permite fazer o que queremos, quando queremos, em nossos próprios termos.
Ele nos liberta das restrições de necessidades e demandas de uma parceira e nos permite concentrar em nós mesmos. Este é um grande momento de reflexão e aceitação. Permita-se ser quem você quiser. Se você não deixar o passado ir embora, nunca vai viver o presente. Você sempre terá boas lembranças dos(as) “ex”, principalmente se o último rompimento não foi da forma que você planejava. Mas, você precisa deixar o passado em seu devido lugar. Você pode guardar um espaço para as coisas que foram importantes na sua vida, os momentos de alegria e felicidade ao lado de outra pessoa, mas precisa parar de se agarrar a eles como se fosse a única tábua de salvação.
Só assim você vai conseguir viver o hoje, construir novas histórias e ter forças para o dia seguinte. Só depois de ter perdido tudo é que você é livre para descobrir o que falta. Quantas vezes adiamos projetos de vida, sonhos, vontades e realizações profissionais porque eles são incompatíveis com a vida com a sua companheira(o). Parte do relacionamento é ceder e conciliar. Agora que está sozinho(a), você tem a oportunidade de retomar todos os planos adiados, colocar todas as suas energias em projetos só seus (e colher delas).
Use este tempo para suas coisas. Mudanças podem ser boas. O ser humano tem o medo de mudar. Às vezes, a mudança é muito benéfica para ele, mas o receio do novo, de adquirir novos hábitos, o fazemele temer. Encare a mudança como uma nova oportunidade. Para fazer novas atividades, frequentar novos ambientes, começar novos projetos, viajar, conhecer novas pessoas e culturas. Ser solteiro(a) não é ter medo de se relacionar. Não é porque você teve uma experiência negativa em um relacionamento que nunca mais vai se envolver novamente.
Guarde um tempo para si e para entender os erros e acertos da vida. Saiba que manter seu coração peludo não vai blindá-lo a ponto de evitar novos sofrimentos, mas pode afastá-lo de pessoas que realmente valem a pena estarem ao seu lado. Você não está sozinho quando está solteiro. Este é o momento certo para você
