A PRIMEIRA DE FLÓRIS - Edmir Saint-Clair
A música é a arte que nos permite expressar emoções, contar
histórias e nos conectar uns com os outros sem palavras, de uma forma única e
mágica. A música não existe no mundo físico. Não se pode capturar uma música
com as mãos, não se pode possuí-la, aprisioná-la.
Para aqueles que
compõem, a importância vital é ainda maior. É uma mistura de paixão, desabafo,
desejo, inspiração e criatividade que resulta em algo totalmente etéreo que se
expressa na linguagem da alma, que só as emoções entendem.
Foi assim que aquele momento especial aconteceu a esses três
amigos/músicos que se conheciam e tocavam juntos há décadas. Dois deles
começaram a tocar e, sem palavras, sem olhares, sem nada, começaram a executar
uma música inédita que nascia naquele momento, a cada nota tocada. Uma música com
alma própria, que parecia ter estado esperando a vida toda por esse momento
para nascer.
O terceiro músico, que afinava seu instrumento, teve uma sensibilidade igualmente única e sublime. Ele soube que tinha que ficar em silêncio, soube que precisava apenas observar e sentir. Seu silêncio era o melhor que podia doar para que aquele momento continuasse se realizando. A prova viva de que o silêncio é parte essencial da música. E assim, juntos, eles criaram algo inesquecível.
Essa foi a última música que os três criaram juntos,
sem saberem que seria assim. Uma música que nasceu do nada, de tudo que já
tinham tocado e vivido juntos, de uma mistura de emoções e inspiração que
fluíram livremente pela última vez. Um momento perfeito, coroado com a criação
de uma composição que pareceu ter vindo do além para marcar aquele momento, igualmente
transcendental, para sempre.
ATÉ DEPOIS DA VIDA - Edmir Saint-Clair
Eram
jovens em seus últimos momentos da adolescência, quando se viram pela primeira
vez. No pôr do sol, no Arpoador, num verão.
Enquanto
todos contemplavam aquele show de luz e sombras enquanto o sol se deitava aos poucos, aconchegado pelos dois irmãos.
Ele
estava alheio a tudo aquilo desde que chegara, ela também. Ela estava fitando-o
de forma acintosa desde que chegara, involuntariamente, e ele também. Menos de 10 metros de
distância, mais as dezenas de pessoas, os separavam.
Apenas
olhavam-se fixamente, a distância não impedia que fosse evidente que as pupilas
de ambos haviam se conectado além de tudo e todos. Além deles mesmos.
Não
sorriram, não piscaram, não fizeram menção alguma de se aproximarem, estavam
imóveis e absurdamente focados. Em transe. Profundo.
Enquanto
ouve luz suficiente para o olhar humano distinguir traços no escuro, ficaram
onde estavam, imóveis.
Saíram
junto com a multidão, sem que se encontrassem.
Passou-se
40 anos.
De
novo um Pôr do sol, de novo no Arpoador, de novo num verão.
Depois
de toda uma vida, eles estavam no mesmo lugar, a mesma distância e num momento
tão sublime quanto aquele que jamais esqueceram. Se reconheceram, novamente,
pelo olhar.
Novamente,
permaneceram no mesmo transe de antes, enquanto a natureza dava seu espetáculo
de todos os verões, dos mais lindos verões. Dos inesquecíveis verões.
Permaneceram
exatamente como há 40 anos. As pupilas engolidas pelas outras pupilas, à distância. Saciando a fome da alma.
Não se
aproximaram. Não valia a pena tocar aquela lembrança tão suave, profunda e intensa
com as duras mãos da realidade. Sabiam que estavam sentindo exatamente a mesma coisa. O mesmo sentimento habitava os dois corpos ao mesmo tempo. O Inexplicável, o etério e o sublime se encontraram.
Eles sabiam, e levaram um ao outro consigo para sempre, até depois da vida.
Edmir St-Clair
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PATÉTICO - Edmir Saint-Clair
O médico fora
direto e objetivo. A cirurgia ocorrera sem intercorrências e as expectativas
eram boas. Mas, as próximas 24 horas seriam críticas. A bala transpassou o crânio e,
apesar de ter feito um trajeto quase milagroso, atingindo superficialmente uma
região menos nobre do cérebro, As consequências de um
tiro na cabeça são sempre imprevisíveis.
Dona Jandira
estava aflita e seu sofrimento era intenso e visível. Em suas mãos, a bíblia, constantemente
manuseada, era apertada incessantemente com todo fervor que ela possuía, que era infinito.
Jorge, o filho no
CTI, era o último membro vivo de sua família. Perdera o marido, uma filha e um
irmão da mesma maneira, voltando do trabalho para casa. Todos por balas
atiradas por ninguém.
Dessa vez seria
diferente. Desde que se converteram, haviam encontrado o mais próximo de acolhimento
e amparo que, quem perdera toda a família no intervalo de um ano, necessitava tão
visceralmente.
Jorge e Dona
Jandira eram assíduos frequentadores dos cultos e jamais atrasavam seus
dízimos. Naquele momento, rezando na capela do Hospital Público, esse
pensamento confortou-a profundamente e lhe veio a certeza de que tudo daria
certo.
Jorge estava
indo encontrá-la no templo quando uma troca de tiros o pegara em fogo cruzado.
Mas, Dona
Jandira estava confiante, o pastor lhe garantira que hoje dedicaria a sessão de
cura das 20 horas especialmente ao seu filho querido por todos.
Às 20 horas,
Dona Jandira ajoelhou-se na pequena capela do hospital e começou a orar,
sentindo uma grande energia percorrer todo seu corpo. Teve vontade de chorar de
emoção. Teve absoluta certeza de que a intensidade das orações do pastor na sessão de
cura, a quilômetros de distância, chegara com toda a força até ela e seu filho.
Jorge estava salvo.
Nesse momento, o
médico entra na capela, dirige-se até ela e, sem tomar fôlego, lhe comunica que
“infelizmente, o quadro do filho evoluíra a óbito. E, que ele sentia muito”.
Quando soube, o
Pastor lamentou a perda de mais um fiel que nunca atrasava o dízimo.
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CIMENTO FRESCO - Edmir Saint-Clair
Mais um pôr do sol cinematográfico no Rio de Janeiro. Verão,todas as cores da vida no céu e na terra.
Qualquer horário seria lindo após a confirmação de sua contratação para o novo emprego. Foram longos e difíceis os anos da pandemia sem trabalho. Sobrevivera, a que preço mental e existencial ele não saberia avaliar. Havia sido alto, bastante alto, e consumira forças que ele não sabia possuir.
Mas, naquele fim de tarde o fio da meada estava achado, a partir dali, era só uma questão de tempo para reorganizar a vida o que, nunca, se faz de um pôr do sol para outro.
Caminhando em direção ao supermercado, repara que o posto de gasolina que está sendo construído no trajeto está recebendo o primeiro piso de cimento, apenas numa pequena parte do terreno, exatamente no seu caminho.
Na volta, o caminhão e os operários, que haviam cimentado o piso, já haviam partido e no cordão isolante o aviso: cimento fresco.
Ele não teve dúvidas, pegou a chave no bolso e escreveu seu nome com todo o capricho na massa ainda moldável. Ficou perfeito! Nunca fizera melhor.
Levantou-se e admirou sua obra. Voltou no tempo, quando a vida ainda não tinha passado e tudo ainda estava por acontecer. Se sentia assim naquele momento, escrevendo seu nome numa nova história.
E como estava fantástico o pôr do sol naquela tarde.
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AS FANTÁSTICAS POSSIBILIDADES DA EVOLUÇÃO HUMANA - Edmir Saint-Clair
A evolução é um espetáculo fantástico. e está aí, evidente para quem consegue vê-la em seus interessantes e inesperados detalhes.
A ciência avança trazendo soluções nunca antes imaginadas. As terapias psicológicas, finalmente, alcançaram a efetividade sonhada por seus idealizadores e importantes precursores, trazendo um novo alento à atormentada mente humana.
Se Freud fosse vivo estaria maravilhado com o que as terapias mentais conseguem realizar hoje em dia. O avanço foi fantástico. Terapias como EMDR, Brainspotting e outras similares conseguem interferir e modificar sinapses cerebrais e, consequentemente, comportamentos indesejados que trazem tanto sofrimento ao ser humano.
A evolução trouxe, também, reflexões sobre aplicações práticas do pensamento filosófico para facilitar decisões cotidianas e para entender melhor à natureza humana. Filósofos contemporâneos como o francês Andrè Comte-Sponville, o inglês Alain de Botton e toda uma geração de pensadores estão trazendo a sabedoria milenar do pensamento humano para oferecer soluções para nossas decisões cotidianas. Reforçando essa expansão, está a WEB que nos permite obter informações sobre toda cultura humana produzida até hoje com um simples GOOGAR (pesquisar no Google) no nosso smartphone.
O advento da WEB, que aumenta, a cada dia, exponencialmente a velocidade da comunicação, a troca de informações e a rapidez com que se pode dispor de qualquer conhecimento desejado, catapultou a evolução humana a um nível extraordinário e estamos vivendo o despertar de uma nova era para a humanidade.
Essa evolução alcança todas as áreas; engenharia, medicina, física, química, astronomia e abrange todo conhecimento humano.
A evolução humana não acontece, paulatinamente, dia a dia, como imaginamos. Ela acontece aos soluços, às vezes imperceptível até estar totalmente estabelecida. Outras vezes, vomitadas violentamente por acontecimentos, geralmente, trágicos.
Só uma coisa é mais importante que o conhecimento, a imaginação. E, quanto mais conhecimento a gente tem, mais alto voa a nossa imaginação e é nesse vôo que vislumbramos coisas nunca antes possíveis. E assim, criamos um círculo virtuoso que se autoalimenta.
Quanto mais o cidadão comum estiver ciente de que o seu smartphone o habilita a expandir seu conhecimento o quanto ele quiser, mais brilhante será o futuro.
O conhecimento precisa entrar em moda. A curiosidade precisa ser incentivada. As pesquisas devem ser financiadas e estimuladas. Estudar tem que ter outro sentido, um sentido prazeroso de melhorar, através do conhecimento obtido, nossa qualidade de vida.
Se
cada um dedicar 40 minutos de seu tempo para ler com atenção qualquer texto que lhe atraia,
a evolução será gigante e ainda mais rápida.
Hoje, essa possibilidade está nas mãos de todos. Literalmente.
– Edmir Saint-Clair
APENAS UMA FOLHA EM BRANCO SOBRE A MESA - Edmir Saint-Clair
Na minha época de colégio não havia nada mais apavorante do que o professor pedir silêncio, logo no início da aula, e vaticinar:
— Guardem os livros e cadernos e deixem apenas uma folha em branco e a caneta sobre a carteira.
Aquela frase fazia gelar a alma do mais estudioso dos alunos. Imagine dos outros...
O tema da prova, geralmente, era sobre os últimos pontos da matéria que o professor havia ensinado em sala. E a turma passava os 50 minutos seguintes em absoluto silêncio, todos concentrados naquele teste. A tensão na sala era enorme e, dependendo da severidade e atenção do professor da matéria, colar era o último recurso pelo alto risco que representava. Além disso, os mais aplicados geralmente se negavam a assumir o risco, e colar de quem sabia menos do que você não era vantagem nenhuma.
Lembro, com saudades, de quando achávamos que aquelas provas relâmpago eram o grande problema das nossas vidas.
Mal sabíamos, que dali pra frente as provas relâmpago fariam parte do nosso cotidiano.
A todo momento, elas aparecem das mais variadas formas e situações e temos de estar sempre com a matéria na ponta da língua. Em algumas provas da vida, não passar pode ser desastroso. E, às vezes, passar também. E o problema desse excesso de possibilidades é que, não existe um professor para nos dizer se erramos ou não. O resultado de uma “prova da vida” pode demorar décadas para se revelar. E os resultados variam da felicidade extrema às tragédias, sem que saibamos direito onde acertamos ou erramos naquelas questões. E, muitas vezes, quando aprendemos a lição já é tarde.
Como é complexo o viver de nós humanos, colocados à prova até por nós mesmos a todo instante.
Quando chegamos a vida adulta, o único “professor” com quem contamos para corrigir nossas provas diárias, somos nós mesmos. Alguns felizardos descobrem as terapias, nas quais constroem ferramentas que facilitam muito essa tarefa.
E, são tantos os testes pelos quais temos que passar diariamente que, por extinto de sobrevivência, preferimos nem tomar conhecimento de que estão ocorrendo a todo instante.
Ao nos olharmos no espelho ao acordar, já passamos pelo primeiro teste do dia, o da autoestima, que determinará se “vamos ou não estar "de bem" com a nossa própria cara” naquela manhã. Dizem que nunca conseguimos nos ver como os outros nos veem. Ou nos achamos mais bonitos ou mais feios, mas nunca como os outros nos veem. Dependendo do dia, podemos nos reprovar de cara já de manhã cedo...E isso não é bom. Reprovado!
A prova seguinte será imprevisível. E com certeza também será relâmpago. Poderá acontecer numa situação no transporte, no trabalho, na família, nos amores ou com qualquer outro louco que pode cruzar o caminho de qualquer um. E, a gente nunca mais terá aqueles 50 minutos em silêncio para pensar sobre o assunto e lembrar de tudo que aprendemos para só então decidirmos como agir.
As respostas, na maioria das vezes, tem que ser na bucha. No calor dos momentos, no arfar ofegante e agoniado da vida, com a adrenalina nas alturas dificultando qualquer tentativa de racionalidade.
Ainda bem que nunca ninguém disse que seria fácil.
O fato é que não precisamos tirar 10 em todas as provas, todos os dias, o que precisamos é passar, nem que seja raspando.
A vida é uma folha em branco em dia de teste.
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PRESENTE DE NATAL - Edmir Saint-Clair
A
bicicleta, no meio daquela grande vitrine natalina, chamou-lhe a atenção. Era
vermelha e modelo BMX, parecida com a primeira bicicleta que dera ao filho. Há
mais de 30 anos. A lembrança foi automática e dolorida.
Na noite da véspera de Natal, perto do horário de fechar, os shoppings se tornam o maior dos infernos para quem está ali apenas para comprar um sifão da pia, que estourou.
Até a loja de materiais de construção se apropriou do Papai Noel e colocou um
pobre velhinho fantasiado para vender vasos sanitários e Box blindex em 12 vezes,
porque é Natal.
Parou
de tentar gostar de Natal já tem tempo, na verdade, não suporta a data. Gosta
de passá-la como se não houvesse.
De
tudo que já havia perdido, o contato com o filho era o que mais lhe doía. Esse
seria o décimo ano, o décimo natal desde que haviam rompido. Nem uma troca de
palavra sequer durante toda essa eternidade. Tentara a reaproximação de diversas maneiras, durante todos esses últimos anos, mas nunca obtivera resposta alguma.
Quando
saiu, o shopping já estava praticamente fechado, assim como todo o comércio do
bairro. Existe apenas uma noite, no Rio de Janeiro, em que os bares
restaurantes, farmácias e todo o resto do comércio fecha; na noite de natal.
Voltando
para casa, pelo caminho mais longo, foi vendo o tráfego ir se reduzindo, os
pontos de ônibus se esvaziando e pensou que não trocaria o sifão naquela noite.
Queria apenas dormir. Definitivamente, o natal não lhe faz bem.
Ele
sabe, já passou várias dessas meias-noites na rua, por livre vontade. Saía de
casa alguns minutos antes e passava a meia-noite na rua. Apenas para ver sua
própria solidão tomar conta de tudo e imperar soberana. Não tinha mais medo de
encará-la. Ao contrário, tornaram-se bons companheiros.
Parou
na entrada da garagem e, enquanto aguardava que o porteiro lhe abrisse o
portão, ouviu a voz inconfundível:
-
Feliz Natal pai. Vamos passar juntos?
Era
seu filho.
Edmir Saint-Clair
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MEUS CABELOS GRANDES - Edmir Saint-Clair
No início dos anos 1970, os cariocas começaram a deixar seus cabelos crescerem muito mais do jamais antes. Os astros do rock inglês do Led Zeppelin, Pink Floyd, Genesis, Yes e cia tinham, todos, os cabelos maiores do que os das nossas namoradas. Logo, meus amigos estavam ostentando cabeleiras bem abaixo dos ombros.
E, eu, adivinhem? Estava estudando no Colégio Militar do Rio de Janeiro
por livre e espontânea vontade de brincar de soldadinho. Se arrependimento matasse...
Corte militar,
máquina 1, toda semana.
Eu e minha família tínhamos passado um ano fora
morando em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Naqueles anos, os jornais
do Rio e SP chegavam com dois dias de atraso, e não havia sinal de televisão na
cidade. Muito diferente do mundo que havíamos deixado no Leblon. Era como estar
em outro país, numa cultura completamente diferente.
Quando
viajei, os cabelos de todos eram iguais, mais ou menos do mesmo tamanho. Quanto
menor mais prático e mais gostávamos.
Quando
voltei, meus amigos tinham cabelos longos e usavam roupas completamente
diferentes das minhas e do meu cabelo.
Voltei
já matriculado e há 4 dias do início das aulas, no Colégio Militar. Sem tempo
para desistir.
Me
lembro que fiquei assustado quando percebi como tudo tinha mudado tanto. Viajei
no meio do ano anterior, aos 11 anos, e voltei precisamente 1 ano depois. O
suficiente para o mundo inteiro mudar.
As
roupas, as novas gírias e trejeitos foram assimilados facilmente, com a volta
da convivência. Mas, os meus cabelos...quanta diferença. Me sentia um estranho no próprio ninho.
Depois
de dois anos e meio cortando o cabelo, semanalmente, no modelo recruta, saí do
Colégio Militar. Os meus amigos do bairro, e de infância, não cortavam os seus
há anos.
Me
senti livre como o astro de Hair e cheguei a ter o cabelo mais compridos entre os
da minha turma.
Mas, no
começo, ainda demorou vários meses, até que meu cabelo crescesse o suficiente e
eu me sentisse seguro para frequentar o píer e as dunas da Gal.
AUTONOMIA INTELECTUAL - Edmir St-Clair
SIM, EXISTEM VERDADES ABSOLUTAS - Edmir Saint-Clair
Contos, Crônicas e Poesias
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Edmir Saint-Clair: MUITO ALÉM DO PRÓPRIO UMBIGO
TODO POLÍTICO SEM PREPARO É UM TRAPACEIRO - Edmir Saint-Clair
Fazer política no Brasil virou sinônimo de trapacear. No Brasil, Político é sinônimo de picareta. E com toda razão e motivos para serem vistos assim. As desonestidades e maus feitos, dos mais diversos, são diários, dos mais cruéis e sórdidos que possa imaginar, em todas as instâncias possíveis. Tirar doce de criança já ficou para trás há décadas, atualmente a moda é tirar o oxigênio de quem está morrendo, receitar remédios que não fazem efeito para realizar experiências nazistas dignas de Mengele em anciãos com planos de saúde mafiosos.
Mas, a política foi criada como uma arte. A arte de conciliar, de agregar, de pacificar e dar voz aos que não tem voz. Como toda arte, é filha da filosofia e irmã de sangue da psicologia, da sociologia, da antropologia, da história e dos maiores bem feitos que a humanidade já realizou.
Para recuperar a nobre missão da política é preciso políticos que entendam e se preparem para suas missões, que são muitas.
Os Tiriricas do Brasil tem todo o direito de terem e manifestarem suas vozes como todos os brasileiros. Mas, para representar milhares de pessoas na mais alta casa da república é preciso se preparar antes, estudar até compreender com toda seriedade e profundidade necessárias o que é ser um político. É preciso esforço para se obter o conhecimento necessário.
Sem uma organização política é impossível uma vida harmônica, produtiva e justa em sociedade.
Sem políticos preparados para compreender isso, não teremos nem harmonia, nem produtividade, nem uma sociedade justa.
Política não é aventura, é missão.
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ACESSE - CONTOS, CRÔNICAS, POESIAS E ETC.
AS NOVAS TERAPIAS MENTAIS – Edmir Saint-Clair
- Você reprograma o seu cérebro literalmente.
- Tira bugs do seu sistema.
- Instala novos programas, desinstala ou reinstala outros.
Escolha o tema:
RACISMO AQUI NÃO!
