As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem. Nada impede? Foi força de expressão.
Edmir Saint-Clair
EMPATIA - Martha Medeiros
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem. Nada impede? Foi força de expressão.
NINGUÉM MAIS NAMORA AS MULHERES DEUSAS - Arnaldo Jabor
Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo. Quem ousa namorar uma mulher desejada por todos, homens e mulheres, verdadeiras Deusas ? As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para "ver". Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones? Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados... As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura. Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador".
O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!), é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "Valentina", a "Barbarela", a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão. Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há. Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou. Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa. A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades. Mas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho".
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens. Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60. Não há mais o grande "conquistador". Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis. Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e "disponíveis"... Pois bem, com certeza a televisão tem criado "sonhos de consumo" descritos tão bem pela língua ferrenha do Jabor. Mas ainda existem mulheres de verdade.
Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem "dentro de casa", o seu trabalho. E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo de parecer um "chato" ou um "cara metido a intelectual". Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas. Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos!! Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Beegees ou um cd do Kenny G (parece meio breguinha)...mas é tão boooom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!!!
Penso que hoje, num encontro de um "Turbinado" com uma "Saradona" o papo deve ser do tipo: -"meu"... o meu professor falou que posso disputar o Iron Man que vou ganhar fácil!." -"Ah "meu"..o meu personal Trainner disse que estou com os glúteos bem em forma e que nunca vou precisar de plástica". E a música??? Só se for o "último sucesso (????)" dos Travessos ou "Chama-chuva..." e o "Vai serginho"???...
Mulheres do meu Brasil Varonil!!! Não deixem que criem estereótipos!! Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza!! Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês "malharem" e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... igual a feiticeira dos seriados de Tv: Façam-os sumirem da sua vida!
*Postado aqui, originalmente, em 01/01/2013
PEDRO BIAL - Mude
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda ! Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!
*Postado aqui, originalmente, em 10/12/2022
SIGMUND FREUD – FRASES E PENSAMENTOS
Foi neurologista e fundador da Psicanálise.
“Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons”. ------- “Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio”. ------- “Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos e os impulsos a que cedemos sem querer". ------- “De mentira em mentira, vai-se descobrindo toda a verdade”. ------- “Em última análise, precisamos amar para não adoecer. Quem não ama, adoece!" ------- “Aonde quer que eu vá, eu descubro que um poeta esteve lá antes de mim.” ------- “Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!” ------- -----------------------------------------
O ENVELHESCENTE - Mário Prata
A envelhescência nada mais é que uma preparação para entrar na velhice, assim com a adolescência é uma preparação para a maturidade. Engana-se quem acha que o homem maduro fica velho de repente, assim da noite para o dia. Não. Antes, a envelhescência. E, se você está em plena envelhescência, já notou como ela é parecida com a adolescência? Coloque os óculos e veja como este nosso estágio é maravilhoso: — Já notou que andam nascendo algumas espinhas em você? — Assim como os adolescentes, os envelhescentes também gostam de meninas de vinte anos. — Os adolescentes mudam a voz. Nós, envelhescentes, também. Mudamos o nosso ritmo de falar, o nosso timbre. Os adolescentes querem falar mais rápido; os envelhescentes querem falar mais lentamente. — Os adolescentes vivem a sonhar com o futuro; os envelhescentes vivem a falar do passado. Bons tempos... — Os adolescentes não têm idéia do que vai acontecer com eles daqui a 20 anos. Os envelhescentes até evitam pensar nisso. — Ninguém entende os adolescentes...
Ninguém entende os envelhescentes... Ambos são irritadiços, se enervam com pouco. Acham que já sabem de tudo e não querem palpites nas suas vidas. — Às vezes, um adolescente tem um filho: é uma coisa precoce. Às vezes, um envelhescente tem um filho: é uma coisa pós-coce. — Os adolescentes não entendem os adultos e acham que ninguém os entende. Nós, envelhescentes, também não entendemos eles. "Ninguém me entende" é uma frase típica de envelhescente. — Quase todos os adolescentes acabam sentados na poltrona do dentista e no divã do analista. Os envelhescentes, também a contragosto, idem. — O adolescente adora usar uns tênis e uns cabelos. O envelhescente também. Sem falar nos brincos. — Ambos adoram deitar e acordar tarde. — O adolescente ama assistir a um show de um artista envelhescentes (Caetano, Chico, Mick Jagger). O envelhescente ama assistir a um show de um artista adolescente (Rita Lee). — O adolescente faz de tudo para aprender a fumar.
O envelhescente pagaria qualquer preço para deixar o vício. — Ambos bebem escondido. — Os adolescentes fumam maconha escondido dos pais. Os envelhescentes fumam maconha escondido dos filhos. — O adolescente esnoba que dá três por dia.
O envelhescente quando dá uma a cada três dia, está mentindo. — A adolescência vai dos 10 aos 20 anos: a envelhescência vai dos 50 aos 70. Depois sim, virá a velhice, que nada mais é que a maturidade do envelhescente. — Daqui a alguns anos, quando insistirmos em não sair da envelhescência para entrar na velhice, vão dizer: — É um eterno envelhescente! Que bom.
*Postado originalmente em 12 de nov. de 2021
MEUS CABELOS GRANDES - Edmir Saint-Clair
E, eu, adivinhem? Estava estudando no Colégio Militar do Rio de Janeiro por livre e espontânea vontade de brincar de soldadinho. Se arrependimento matasse...
Corte militar, máquina 1, toda semana.
Eu e minha família tínhamos passado um ano fora morando em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Naqueles anos, os jornais do Rio e SP chegavam com dois dias de atraso, e não havia sinal de televisão na cidade. Muito diferente do mundo que havíamos deixado no Leblon. Era como estar em outro país, numa cultura completamente diferente.
Quando viajei, os cabelos de todos eram iguais, mais ou menos do mesmo tamanho. Quanto menor mais prático e mais gostávamos.
Quando voltei, meus amigos tinham cabelos longos e usavam roupas completamente diferentes das minhas e do meu cabelo.
Voltei já matriculado e há 4 dias do início das aulas, no Colégio Militar. Sem tempo para desistir.
Me lembro que fiquei assustado quando percebi como tudo tinha mudado tanto. Viajei no meio do ano anterior, aos 11 anos, e voltei precisamente 1 ano depois. O suficiente para o mundo inteiro mudar.
As roupas, as novas gírias e trejeitos foram assimilados facilmente, com a volta da convivência. Mas, os meus cabelos...quanta diferença. Me sentia um estranho no próprio ninho.
Depois de dois anos e meio cortando o cabelo, semanalmente, no modelo recruta, saí do Colégio Militar. Os meus amigos do bairro, e de infância, não cortavam os seus há anos.
Me senti livre como o astro de Hair e cheguei a ter o cabelo mais compridos entre os da minha turma.
Mas, no começo, ainda demorou vários meses, até que meu cabelo crescesse o suficiente e eu me sentisse seguro para frequentar o píer e as dunas da Gal.
Edmir St-Clair
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