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AS DISTORÇÕES COGNITIVAS MAIS COMUNS NOS CASAIS.

Por Cult Carioca · julho 19, 2017

Você sabe quais são as distorções cognitivas mais comuns nos casais? As distorções cognitivas são esquemas rígidos e errôneos de pensamento que nossa mente utiliza durante o processamento de informação. Selecionam a informação que é considerada, a maneira como ela é processada e os resultados, em forma de pensamentos e emoções, deste processamento. Existem diferentes tipos de distorções cognitivas e todas as pessoas as experimentam em algum momento de sua vida.

Se as distorções aparecem em ocasiões pontuais, não representam um problema. Agora, se aparecem frequentemente, geram problemas nas relações interpessoais, mal-estar psicológico, e são um freio para o desenvolvimento pessoal. Para os casais, é comum que as distorções cognitivas também deixem sua marca. Se as distorções chegam a dominar nossos pensamentos relacionados com a convivência, o amor ou as famosas DRs, o relacionamento passará por um momento de crise.

Por isso, detectar as distorções cognitivas que dirigem o processamento da informação no relacionamento é chave para ganhar qualidade de vida e ser mais feliz. Generalização excessiva: uma vez é o suficiente A generalização excessiva acontece quando um ou dois incidentes isolados servem para formular declarações ou regras globais. Um exemplo de generalização excessiva seria: se meu namorado(a) se esqueceu de comprar algo que lhe pedi, da próxima vez que necessite um favor eu não vou lhe pedir porque penso que “sempre se esquece de tudo que peço”.

O problema mais importante da generalização excessiva é que converte a pessoa que a possui num juiz que emite sentenças o tempo todo. E deixa a pessoa julgada sem capacidade de mudança porque, se um erro significa que sempre erramos, para que tentar mudar? Uma estratégia útil para vencer a generalização excessiva é buscar dados que contradigam a regra global. Por exemplo, se você acha que seu namorado(a) se esquece de tudo que você pede, é importante buscar exemplos de situações nas quais ele(a) se lembrou do que foi pedido.

Trata-se de treinar a sua capacidade de questionar a si próprio e assim ser mais objetivo a respeito da informação na qual você se baseia para chegar numa conclusão. Extremismo: os óculos de grau que engrandecem tudo Esta distorção se observa quando uma experiência é vivenciada através de uma lente que aumenta muito determinados pontos negativos ou características. Durante a etapa da paixão do casal, é comum que as pessoas filtrem o resultado de seus encontros usando o extremismo.

Tanto convertendo um pequeno detalhe em algo fantástico, como uma pequena falha em algo catastrófico. O extremismo se observa também em casais que não estão acostumados a ter discussões ou os que a tem pela primeira vez. Quando se encontram em uma situação na qual não chegam a um ponto de vista em comum, o desacordo é tido como algo que não pode ser superado e que será um obstáculo para o crescimento do relacionamento. Exemplos desta distorção cognitiva seriam: “não consigo suportar que não esteja de acordo comigo”

ou “lhe flagrei em uma mentira boba, mas dá no mesmo, é terrível que tenha mentido”. Uma ferramenta para combater o extremismo é enriquecer nosso vocabulário emocional buscando um meio termo para o que queremos expressar. Personalização: quando nos sentimos o centro do do universo Esta distorção cognitiva é responsável pelas situações nas quais a pessoa se sente causadora do estado de ânimo ou comportamento do outro. Por exemplo, pensamentos como: “com certeza veio do trabalho de mau humor porque não lhe enviei uma mensagem ao meio-dia”

ou “como fiquei até tarde com minhas amigas, agora cheguei em casa e ele não quer saber de mim”. A personalização gera um sentimento de excessiva responsabilidade sobre o bem-estar dos demais. Porque a pessoa atribui a si mesma uma importante capacidade de controle sobre as emoções que seu parceiro(a) pode experimentar. Um exercício prático para combater a personalização é desenhar um círculo e dividir os 100% da responsabilidade d

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