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DO CARRO AO ISQUEIRO - FEITOS PARA NÃO DURAR - VEJA QUANTO TEMPO DURAM

Por Cult Carioca · outubro 02, 2012
DO CARRO AO ISQUEIRO - FEITOS PARA NÃO DURAR - VEJA QUANTO TEMPO DURAM

Seu computador quebrou de novo. Há uma conspiração da indústria para que ele seja descartável? Especialistas ouvidos dizem que não, pois isso queimaria a imagem da marca. Mas há outro lado: para deixá-los baratos, é preciso cortar custos e, com isso, a vida útil dos produtos. A corrida para o lixo Quanto tempo produtos durariam se não fossem trocados ao parecer obsoletos? Isqueiro - 5 meses É o quanto vai durar se o fumante queimar 20 cigarros ao dia.

São 3 mil chamas - "idênticas à primeira" -, segundo a fabricante Bic. Mas a questão é: quem conhece alguém que não perde o isqueiro antes de acabar? Lâmpada fluorescente compacta - 1 ano Segundo fabricantes, as lâmpadas fluorescentes compactas aguentam de 5 mil a 10 mil horas, mas, num teste do INMETRO, 7 em 11 marcas queimaram antes de completar 2 mil horas. Já as incandescentes não passam de mil horas. Tênis - 1 ano, se andar 1,5 km por dia Um tênis aguenta em média 800 km - o equivalente a ir e voltar de São Paulo ao Rio de Janeiro a pé.

Depois disso, a sola perde a resistência. Mas isso depende de seu peso, de onde caminha e se você corre ou anda - e do tênis, claro. Smartphone - 3 anos Sim, ele vai aguentar mais. Mas depois de 400 a 800 recargas, sua bateria vai durar cada vez menos. E, antes de arriar de vez, o processador do celular não dará mais conta de aplicativos mais novos. CD/DVD - 5 anos É comum essas mídias começarem a dar problema pela deterioração do material e pelo mau acondicionamento - umidade, sujeira, poeira, calor excessivo e fricção.

Melhor salvar no hd? Nem tanto - seu risco de quebra também aumenta após os 5 primeiros anos. Geladeira - 20 anos Com o tempo, o motor começa a falhar. Hoje, são baratas o suficiente para comprar outra mais moderna em vez de levá-la para conserto. E você poderá ter a que filtra água, faz gelo ralado e acessa a internet. E as geladeiras de antes? Elas não duravam a vida inteira? Não, diz Renato Giacomini, coordenador do curso de Engenharia Elétrica da FEI.

"Elas tinham problemas mecânicos, enferrujavam, e a gente tinha de mandar consertar." Carro - 20 anos Tudo depende do uso e da manutenção. Aos 10 mil km é o filtro de ar. Aos 20 mil km, as velas. A partir dos 40 mil km, os amortecedores e pneus, se o carro for sofredor. Mas é entre os 100 mil e 150 mil km que começam os problemas sérios. As trocas começam já entre 3 e 5 anos de uso, bem antes de o carro começar a dar problema de fato. Uma razão para isso são os redesenhos anuais, que fazem o carro perder a cara de "modelo do ano".

Outra é bem simples: evitar manutenção. Televisor LCD/LED - 25 anos, ligado 8 horas por dia Depois de 75 mil horas de uso em condições ideais, a luz de fundo (backlight) começa a escurecer até queimar. Dá para mandar consertar, mas até lá, já terá virado peça vintage. Como a tv de tubo nos tempos de hdtv. Livro - 50 anos. Ou séculos. Livros de bolso são feitos de papel-jornal, ficam com páginas amareladas e quebradiças. Afinal, não são feitos para sobreviver numa estante.

Já os de papel bom duram mais de século. O problema é o manuseio, que leva a problemas na encadernação. Numa biblioteca, os livros aguentam até 35 empréstimos. Mas, se ficarem longe das mãos dos leitores, duram bem mais. O manuscrito mais antigo da Biblioteca Nacional, por exemplo, tem 10 séculos. Nem vale consertar Eletroportáteis ficaram tão baratos que o conserto pode sair mais caro do que um novo TORRADEIRA Novo - R$ 90 Troca de resistências - R$ 120 ASPIRADOR Novo - R$ 150 Troca de motor - R$ 120 BATEDEIRA Novo - R$ 100 Troca de motor - R$ 65 LIQUIDIFICADOR Novo - R$ 100 Troca de motor - R$ 55 por Raphael Soeiro e Samuel Rodrigues Fontes: Adriana Marotti de Mello, professora da FEA-USP; Neil Maycroft, Consumption, planned obsolescence and waste; Rafael Lamardo, professor de Tecnologia da Informação da ESPM; Renato Giacomini, coordenador do curso de Engenharia Elétrica da FEI; Vera Rita de Mello Ferreira, representante no Brasil da International Association for Research in Eco

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