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SOLIDÃO - Roberto Ferrari

Por Cult Carioca · maio 26, 2017
SOLIDÃO - Roberto Ferrari

Imaginei a imagem de um banco vazio em meio as arvores de um parque, e senti que precisava escrever sobre este sentimento que pode destruir as pessoas: a Solidão. A solidão invade a alma das pessoas quando estas perderam o ente amado, se separaram da pessoa que era sua companheira ou mesmo quando sentimos no coração um vazio imenso. Digo que na vida antes de amarmos alguém, primeiro é preciso se amar e assim não estaremos livres da solidão, mas com certeza superaremos estes momentos mais facilmente.

O estar sozinho pode nos levar a cometer atos impensados ou mesmo nos fazer procurar o amor ou alguma companhia e o erro se encontra nesta busca. Digo isso , pois é da natureza humana se aproveitar de situações em que vê a outra pessoa aflita, querendo um parceiro. Julgo que esta opção é a pior, pois um amor falso ou mesmo temporário pode piorar o estado de solidão. Portanto é necessário que fiquemos sozinhos depois de passarmos por algum momento de dificuldade emocional.

O fato de ficarmos sozinho ira reestruturar nosso interior, nos preparando para um relacionamento mais estável e se optarmos por evitar a solidão muitas vezes poderemos atravessar um relacionamento turbulento. O amor surge em nossos corações quando menos esperamos, para tanto só precisamos estar abertos a ele. Podemos achar que por estarmos magoados ou machucados, por uma perda ou separação, não conseguiremos amar, ledo engano, se estivermos com o coração receptivo, com certeza o amor chegará.

O banco perdido em meios as arvores do parque, não significa só solidão, mas também força, resistência às intempéries do tempo e só apresenta os desgastes naturais devido a longa existência. Nós também devemos ser assim, fortes para suportar a solidão e as intempéries da vida.

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