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LUIZ FERNANDO VERISSIMO – Neparlepá


A frase era usada como um protesto contra os tempos em que tudo é dito e ouvido por todas as idades.

Ne parle pas devant la petite foram as primeiras palavras que a Norinha aprendeu em francês. Ela tinha quatro anos e já sabia algumas palavras em inglês, que ouvia na TV, como yes e lets go., mas as primeiras palavras em francês foram aquelas que sua mãe repetia muito em conversas com seu pai: ne parle pas devant la petite.

Norinha usava seu extenso vocabulário para falar com suas bonecas. “Yes” e “let’s go” e “ne parle pas devant la petite”. E uma vez divertiu um grupo de pessoas que visitavam seus pais parando no meio da sala e gritando:

Ne parle pas devant la petite!

Onde foi que você aprendeu isso, menina?!

Todos acharam muita graça. Menos a mãe da Norinha, que ficou preocupada. A Norinha ouvia tudo. Tinha curiosidade sobre tudo. Em pouco tempos estaria perguntando o que significava aquele neparlepá que sua mãe tanto dizia.

Norinha cresceu, aprendeu que “ne parle pas devant la petite” queria dizer “não fale na frente da criança” e nem precisou perguntar pra mãe o que não era para ela ouvir nas discussões do casal, ou quando a conversa ficava só para adultos. O casamento deles estava se dissolvendo, eles queriam poupar a filha disso. E coisas como sexo e as maldades do mundo não eram para os ouvidos de uma criança.

Vocês esperavam mesmo que eu não fosse notar que o casamento de vocês estava em crise? E que eu acabaria sabendo tudo sobre o que vocês tentavam esconder, não falando na frente da criança?

Naquele tempo era assim, minha filha. Hoje...

Hoje? – disse Norinha. – Eu vou lhe contar como é hoje.

E Norinha contou que, quase que por nostalgia, usara a frase da mãe na sua casa. Ela e o marido estavam comentando os excessos de um programa de televisão na presença dos meninos e ela dissera “ne parle pas devant les petits”. E Julio, o marido, dissera:

Ahn?

Ne parle pas devant les petits. É uma frase em francês que quer dizer...

Eu sei o que quer dizer. Mas ninguém mais usa essa frase, Norinha.

Eu sei. É que...

Há uns 40 anos essa frase não é usada. Nem na França.

Eu só acho que certas coisas o Marquinhos e o Lucas ainda não estão em idade de ouvir.

Eles ouvem na rua. Ouvem na escola. Ouvem em toda parte. É só ligarem a televisão que ouvem tudo.

Mas não ouvem dos pais deles.

E você acha isso certo, ou acha uma hipocrisia?

E Norminha disse para a mãe que concordava com Julio, que era uma hipocrisia. Mas que mesmo assim começara a usar a frase, quase como um protesto contra os tempos em que tudo é dito e tudo é ouvido por todas as idades. Só que a frase tem tido um efeito inesperado. Quando ela pede para o marido “ne parle pas devant les petits”, Lucas, o menor, diz:

Ih... Olha o neparlepá. Lá vem sacanagem.
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DESMORONANDO - Luiz Fernando Verissimo

Juntaram as minhas partes, 
me espanaram e me mandaram para casa.
 Eu não disse para ninguém que deveria estar morto

O prédio de lata estava desmoronando e eu estava dentro dele, desmoronando também. Caía de bruços como um super-herói que esqueceu como voar, com a cara virada para o chão, ou para o saguão do prédio, que se aproximava rapidamente. Se eu me espatifasse no saguão, certamente morreria, pois seria soterrado pela lataria em decomposição que acompanhava meu voo. 

O fim do sonho seria o meu fim também. Mas a queda era interrompida, a intervalos, como naquelas “lojas de departamento” em que o elevador parava, o ascensorista abria a porta e anunciava: “Lingerie”, “adereços femininos” etc. Levei algum tempo para me dar conta que aquelas paradas não eram só para interromper o terror da queda. Eram oportunidades de fuga. O sonho me oferecia alternativas para a morte, se eu fizesse a escolha certa. Ou então me dava um minuto para pensar em todas as escolhas erradas que tinham me levado àquele momento e à morte certa: os exageros, os caminhos não tomados e as bebidas tomadas, as decisões equivocadas e as indecisões fatais, o excesso de açúcar e de sal, a falta de juízo e de moderação.

Não posso afirmar com certeza, mas acho que ouvi o ascensorista fantasma dizer, em vez de “lingerie” e “adereços femininos”: “Desce aqui e salva a tua alma” ou “Pense no que poderia ter sido, pense no que poderia ter sido...” 

As paradas não eram para diminuir o terror, as paradas eram parte do terror! Eu não tinha tempo nem para a fuga nem para a contrição. E o saguão se aproximava. Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência. Meu corpo não me pertencia mais, era parte de uma representação da minha morte, o protagonista de um sonho, absurdo como todos os sonhos. 

Talvez a morte fosse sempre precedida de um sonho como aquele, uma súmula de entrega e renúncia à vida, mais ou menos dramática conforme a personalidade do morto. Um sonho com anjos e nuvens rosas ou um sonho de destruição, como eu merecia. Eu nunca saberia por que meu sonho terminal fora aquele, eu desmoronando junto com um prédio de lata. Mas nossas explicações morrem com a gente.

No fim do sonho me espatifei no chão do saguão e esperei que o prédio caísse nas minha costas. Em vez disso, ouvi a voz do dr. Alberto Augusto Rosa me perguntando se eu sabia onde estava. “Hospital Moinhos de Vento”, arrisquei. Acertei. Lá juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. E eu não disse para ninguém que deveria estar morto.
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O QUE MOVE A HISTÓRIA - Luiz Fernando Verissimo

Os pais de Adolph Hitler teriam sido aconselhados a levar o menino para uma consulta com um médico que estava revolucionando o tratamento de distúrbios mentais, em Viena. Mas decidiram que o que o Adolphinho fazia com insetos era normal para a idade dele e não procuraram o Dr. Freud. O resultado foi o que se viu.
Karl Kraus escreveu que a Viena do começo do século 20 era o campo de provas da destruição do mundo. A derrocada do império Austro-Húngaro foi o fim de um certo mundo, mas acho que Kraus quis dizer mais do que isto.

Para ele, as revoluções do pensamento postas em movimento na Viena da sua época trariam o fim do longo dia do humanismo europeu que durara desde a Renascença, e o novo século restauraria a idade das trevas.

O encontro que não houve entre o intelectual judeu que radicalizou o estudo da consciência e o homem que quis eliminar as duas coisas, o judeu e a consciência, da História simboliza este prenúncio, ou esta intuição de Kraus, sobre o século. Seria fatalmente o século do desencontro entre as duas formas de modernidade, a que liberava o pensamento pela investigação científica e a que o aprisionava pelo mito do estado científico.

A questão é até onde coisas vagas como o clima intelectual de uma cidade, ou clínicas como a maluquice de alguém, influenciam a História, ou até que ponto uma boa terapia pediátrica teria evitado o Holocausto. A História teria sido diferente sem Hitler, ou com um Hitler no poder mas tratado por Freud? A ideia do nazismo como uma anomalia patológica, como coisa de loucos, é uma ficção conveniente que absolve boa parte da direita cristã europeia da sua cumplicidade.

Mas a ideia de um determinismo neutro, independente de qualquer escolha moral, também é assustadora. Precisamos de vilões mais do que de heróis, de culpados muito mais do que de inocentes. Nem que seja só para preservar o autorrespeito da espécie.

O materialismo histórico rejeita a ideia de sujeitos regendo a História e marxistas ortodoxos reagem a qualquer sugestão de que as ideias justas venham de um discernimento moral inato. Assim a História como um relato de mocinhos providenciais em guerra com bandidos doentes sobra para a literatura, ou essa categoria de ficção sentimental que é a História convencional.

Pois gostamos de pensar que é a iniciativa humana que move a História, e que o seu objetivo, mesmo que tarde, seja moral e justo, e que ela tenha uma cara e uma biografia.
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LUIZ FERNANDO VERISSIMO - Beijos


Queria ser um homem moderno, mas tinha alguma dificuldade com o protocolo. Por exemplo: não sabia quem beijava. Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca: “Essa eu beijo? Essa eu beijo?”. Nunca se lembrava.
Para simplificar, passou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez de apertar sua mão, beijava-a. Dois beijos, um em cada face.
Muito (muá) prazer (muá).
Outro problema era a quantidade de beijos. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com dois beijos, quando a moda passou a ser três. Um dia, a mulher comentou:
Não sabia que você era tão amigo da Fulana (o nome verdadeiro não é este).
Beijo todas.
Quantas vezes?
Quem está contando?
Às vezes, ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então esperava e ele não dava, e quando ele voltava ela já recuara. Não havia nada mais constrangedor do que oferecer a face para o terceiro beijo (ou o quarto, quando a moda passou a ser esta) e o beijo não vir. Ficar, por assim dizer, com a cara no ar enquanto a mulher se afastava, rezando para que ninguém tivesse notado. O problema da vida, pensava ele, é que a vida não é coreografada.
Aí os homens começaram a se beijar também. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem, eu beijo. Mas não tomava a iniciativa. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento dos presentes. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando quatro vezes...
Na outra noite, numa
recepção de casamento, a mulher comentou:
Você enlouqueceu?
Me descontrolei, pronto.
Você beijou todo o mundo.
Todo o mundo estava beijando todo o mundo.
Mas beijo na boca?
Foi só um.
Mas logo o padre?!
Tomado por uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.

LUIZ FERNANDO VERISSIMO - Apessoados

Nossa língua tem mistérios nunca devidamente estudados – ou então já fartamente esclarecidos sem que nós, os comuns, ficássemos sabendo. Por exemplo: nunca entendo o que quer dizer “bem apessoado”. Se existe “bem apessoado”, deve existir “mal apessoado” – significando exatamente o quê? Eu sei, eu sei, diz-se que alguém é “bem apessoado” quando tem uma boa aparência. O “bem apessoado” é agradável aos olhos, sua companhia é sempre bem-vinda e seu visual melhora qualquer ambiente. Já o “mal apessoado” deve ser alguém que não se completou como pessoa, que falhou na sua representação humana. Pode até ter um belo interior, mas não o exterioriza.

Desconfio que a expressão “bem apessoado” surgiu como eufemismo. Quando não se podia dizer que alguém era bonito, dizia-se que era bem apessoado. Como chamar uma mulher de vistosa quando não se pode chamá-la de linda. “Vistosa” é um adjetivo suficientemente vago – descreve montanhas tanto quanto mulheres – para não melindrar ninguém. Curiosamente, não se usa, que eu saiba, “bem apessoada”. O termo só se aplica a homens. O que leva a outra conclusão: “bem apessoado” seria uma maneira de um homem falar da beleza de outro homem sem, epa, mal entendidos.

Bem, você não acha o George Clooney maravilhoso?

Bem apessoado, bem apessoado.

Outrossim, outro termo intrigante que raramente tive a oportunidade de usar é “outrossim”. Descobri que a palavra quer dizer exatamente o que parece, outro “sim”, ou um “sim” adicional, mas que nunca é usada neste sentido. “Outrossim” é como ponto e vírgula: poucos sabem como e onde empregá-lo corretamente. Nas poucas vezes em que usei “outrossim” – e ponto e vírgula também –, foi com uma certa trepidação, como quem invade a propriedade de alguém sem saber se vai ser corrido pelos cachorros, no caso os guardiões do vernáculo. Há quem sugira que só se possa usar o ponto e vírgula com autorização expressa da Academia Brasileira de Letras.

Outra palavra estranha é “amiúde”. Ninguém mais a usa, pelo menos não amiúde. Mas ela pode voltar, graças à música Geni que o Chico Buarque resgatou do seu musical A Ópera do Malandro e é um dos pontos altos do seu show atual. A Geni vai com todo o mundo...

E também vai amiúde com os velhinhos sem saúde. Bendita Geni”.

LUIZ FERNANDO VERISSIMO- 3 Contículos


O avião sacudiu, e o homem pegou a mão da mulher sentada ao seu lado.

Desculpe – disse o homem. – É que eu...

O senhor tem medo de voar, é isso?

É. Na verdade, medo não. Pavor.

O homem continuava apertando a mão da mulher. Ela disse:

Acalme-se. Foi só uma sacudida.

O avião deu outra sacudida. O homem gemeu e pediu:

Você pode me abraçar?

A mulher relutou, mas concordou. Envolveu o homem nos seus braços.

Obrigado – disse o homem. – Era o que a mamãe fazia, quando eu era garoto e nós viajávamos de avião.

Pronto, pronto – disse a mulher. – Está tudo bem.

Outra sacudida.

Eu posso agarrar o seu seio? – pediu o homem.

Meu seio?!

Para me lembrar da mamãe. Vai me dar mais segurança.

Pode – disse a mulher, abrindo a blusa para o homem segurar seu seio.

Nisso ouviu-se a voz da aeromoça avisando que era para apertarem os cintos de segurança porque o avião estava entrando numa zona de turbulência.

Ai meu Deus – disse o homem. E para a mulher: – Comece a tirar a roupa!


Metade

Fazia tempo que o Gordo Mário não aparecia no bar. A turma estranhava. Que fim levara o Gordo Mário? Na certa, gordo daquele jeito, tivera um enfarte. O que seria uma pena. O Gordo Mário era um grande companheiro. Divertido. Sempre alegre. Sempre cheio de histórias. Não podia ter morrido. Era tão popular e tinha tantos amigos que, se tivesse morrido, todos já saberiam.

E o Gordo Mário realmente não tinha tido um enfarte e morrido. Tanto não tinha que um dia reapareceu. Na verdade, quem apareceu foi meio Gordo Mário. Um Gordo Mário magro, quase irreconhecível. Contou que tinha feito uma dieta espetacular e perdido metade do seu peso. Aliás, contou isto várias vezes, para quem quisesse e não quisesse ouvir. O Gordo Mário não tinha outro assunto, só a dieta que o fizera perder a metade do que era.

O consenso no bar foi o seguinte: o Gordo Mário tinha perdido a metade errada.


Escolhas

Albert Camus disse que a única questão filosófica é o suicídio. Surpreende que – tendo sido goleiro na sua juventude argelina – Camus não tenha feito um adendo: as únicas questões filosóficas são o suicídio e o pênalti. Este pensamento não passou pela cabeça nem do Doninho, que ia bater o pênalti naquele final de jogo empatado, nem do Marcão, goleiro do adversário.

Mas os dois estavam vivendo um momento camusiano: dois homens diante da magnitude de uma escolha decisiva, de uma escolha de vida ou morte que só depende deles, que não está nem escrita nem preordenada nas estrelas. Doninho: finjo que vou chutar na direita mas chuto na esquerda, ou chuto na direita mesmo porque ele vai adivinhar que eu vou fazer mesmo o que fingi que ia fazer, para enganá-lo.

A escolha é só minha, Deus não tem nada a ver com isto. Marcão: escolho um lado e me atiro. Se acertar acertei, se não acertar... De qualquer maneira, a escolha é só minha. Doninho corre para a bola e chuta, e o conto termina aqui. Se a bola entra ou não, não é mais uma questão filosófica.

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